Escravidão na <i>Amtrol-Alfa</i>
A União dos Sindicatos do Distrito de Braga e o Movimento dos Trabalhadores Desempregados emitiram comunicados a respeito da situação na Amtrol-Alfa, depois de notícias, na semana passada, terem revelado que a empresa, sediada em Brito, Guimarães, tinha dificuldades para recrutar trabalhadores, num distrito onde o desemprego afecta 50 mil pessoas. A USBraga e o MTD esclareceram que a administração pretende que os trabalhadores «trabalhem na condição de escravos» e trata os trabalhadores «como carne para canhão», e explicam porquê.
Segundo a USBraga/CGTP-IN, que anunciou ir apresentar queixa contra a empresa na CCDR-Norte, a Amtrol tem substituído contratos efectivos por precários, alguns de 15 dias a um mês, para o desempenho das mesmas funções, havendo dezenas de trabalhadores que «são sistematicamente colocados e, passados alguns meses, novamente despedidos».
A USBraga acusa de inoperância a Segurança Social, a Autoridade para as Condições de Trabalho e o Instituto de Emprego e Formação Profissional, que «sabem tudo mas nada fizeram» para reparar a situação.
Aos contratados a prazo são prometidos salários de 570 euros, mas há trabalhadores efectivos, há mais de 20 anos, a auferir 560, ilíquidos. Além disso, a empresa «nunca recorre aos centros de emprego» para recrutar.
A Amtrol obteve apoios comunitários para formação e combate à precariedade, de 1 705 684,06 Euros, mas os formados «foram posteriormente despedidos», recordou a USBraga. Actualmente, segundo o MTD, tem 800 funcionários, metade deles em situação de precariedade.
Segundo a USBraga/CGTP-IN, que anunciou ir apresentar queixa contra a empresa na CCDR-Norte, a Amtrol tem substituído contratos efectivos por precários, alguns de 15 dias a um mês, para o desempenho das mesmas funções, havendo dezenas de trabalhadores que «são sistematicamente colocados e, passados alguns meses, novamente despedidos».
A USBraga acusa de inoperância a Segurança Social, a Autoridade para as Condições de Trabalho e o Instituto de Emprego e Formação Profissional, que «sabem tudo mas nada fizeram» para reparar a situação.
Aos contratados a prazo são prometidos salários de 570 euros, mas há trabalhadores efectivos, há mais de 20 anos, a auferir 560, ilíquidos. Além disso, a empresa «nunca recorre aos centros de emprego» para recrutar.
A Amtrol obteve apoios comunitários para formação e combate à precariedade, de 1 705 684,06 Euros, mas os formados «foram posteriormente despedidos», recordou a USBraga. Actualmente, segundo o MTD, tem 800 funcionários, metade deles em situação de precariedade.